Crónica: Rali da Ribeira Grande Imprimir e-mail
Escrito por Paulo Leal   
02-Mai-2008

Foto: maisrallye.comAsfalto 1, Terra 1

De momento, o Campeonato dos Açores de Ralis conta já com uma prova disputada: o Rali Sical, que foi assinado com a marca do asfalto que caracteriza as provas realizadas na ilha Terceira. Foi uma prova renhida, disputada sob condições atmosféricas muito difíceis, de que resultou um pódio sem surpresas: Fernando Peres, Gustavo Louro e Ricardo Moura. Asfalto:1, Terra 0.

No próximo fim-de-semana vai chegar o momento de restabelecer o equilíbrio entre os pisos nos ralis pontuáveis para os vários Campeonatos e Taças da especialidade que são reconhecidos oficialmente nos Açores, bem como para o Troféu Sousa Automóveis, que faz correr os Toyota Starlet e Yaris até 1300 c.c. que, apesar de não ter reconhecimento federativo, vem trazer novas lutas a meio da tabela.

 

Em termos de figurino, este rali tem uma estrutura assente em quatro das classificativas clássicas, embora tenha algumas novidades de pormenor, com passagens duplas pelo Pico da Pedra, com o seu sempre espectacular salto; pela Marques, que se estende desde os Cinco Caminhos até bem próximo da britadeira que lhe dá nome, incorporando como polémica novidade a passagem pelo clássico gancho da Mediana, só que agora feito em asfalto e, como tal, ganhando em dificuldade o que lhe poderá faltar em espectacularidade. O itinerário continua com a passagem pelos 18,43 quilómetros da especial Lomba da Maia/Achada das Furnas, onde provavelmente se decidirá o rali, e cada uma das secções termina com a passagem pela especial Ribeira Grande, este ano com uma ligeira alteração no seu traçado, mas que mantém as suas características básicas, incluindo as espectaculares passagens pelas ribeiras, locais sempre favoritos para registar umas imagens interessantes.

 

Os principais intervenientes nesta prova deverão ser Fernando Peres e Ricardo Moura, ambos em Mitsubishi Lancer Evo IX muito competitivos e equivalentes, pendendo o natural favoritismo para o primeiro, embora um furo ou qualquer contratempo possa baralhar quaisquer previsões numa prova que é bastante curta e compacta. Quanto a nós, submetemos o Evo VIII MR a uma importante revisão, depois dos problemas sentidos no Rali Sical e que levaram ao nosso abandono prematuro, na prova de estreia com o carro. Tanto o Rui Moniz como eu estamos muito motivados e pretendemos fazer uma prova rápida, embora cuidadosa, que nos permita envolver na luta pelo segundo pelotão e concluir a prova dentro dos lugares pontuáveis da classificação geral, que são oito, não escondendo a nossa vontade de entrar nos cinco primeiros, se tal nos parecer possível no desenrolar da prova.190th.jpg

 

Termino este apontamento com um abraço aos leitores do Região Desporto, e com o convite para irem para a estrada neste sábado, para vibrar com o Rali da Ribeira Grande e incentivarem os concorrentes a fazerem mais e melhor, para que o espectáculo saia a ganhar. Resta-nos esperar que a chuva que tem caído nos dê tréguas, e permita que a prova seja um sucesso, com os principais ingredientes: muito espectáculo e muito público!

 
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