Vítor Medeiros assistiu a largada da Atlantis Cup Imprimir e-mail
Escrito por G.I. Clube Naval da Horta   
30-Jul-2008
“O dia da largada em Ponta Delgada foi um espectáculo bonito, de divulgação da nossa actividade e, com certeza que, para os praticantes, foram momentos de algum prazer, porque o vento ajudou. Embora fosse apenas uma ligeira brisa, foi o suficiente para por as embarcações em andamento”.

 

É assim que o Presidente da Associação Regional de Vela dos Açores (ARVA), Vítor Medeiros, que assistiu à Prova Inshore, classifica a largada da Atlantis, segunda-feira última, (dia 27), em São Miguel.

 

A propósito, este dirigente sublinha: “Ver 23 embarcações no mar a lutar pelo título, é um bonito espectáculo. Que ganhe o melhor!”

 

Vítor Medeiros sustenta que “há uma série de barcos muito competitivos nesta Regata” e que “já há investimentos muito significativos nas embarcações”.

 

Questionado sobre se essa preparação é feita a pensar na Atlantis Cup, responde que é “a pensar nas competições de Vela Ligeira que se realizam nos Açores neste sistema de abono, o qual coloca algum rigor competitivo. E, como tal, as pessoas começam a adquirir barcos mais competitivos, a aparelhá-los melhor e a investir mais na preparação das suas tripulações”.

 

Este responsável sublinha que “é também propósito desta instituição fomentar isso junto dos praticantes em conjunto com os clubes”, porque, garante, “a ARVA é uma associação de clubes”.

 

O sistema de abono pode ser assim explicado. Os barcos são diferentes. E uns andam mais do que outros. Mas têm, nos cálculos matemáticos, um rendimento óptimo, em função do desenho, do peso, do tipo de vela que têm, etc. Se o barco tiver bem afinados todos os factores que influenciam o seu andamento, vai ter um andamento óptimo, e é em função desse andamento óptimo, que depois são equiparados. Os que andam mais têm de chegar primeiro. Têm, forçosamente, que chegar determinado tempo primeiro do que os outros para provar que andaram no rendimento óptimo, de acordo com as suas características.

 

O Presidente da Associação Regional de Vela dos Açores gostaria que “fosse mantida alguma coesão na frota, porque há embarcações diversificadas, e isto coloca dificuldades, tendo em conta que há barcos mais antigos, que andam menos, que não fazem investimentos significativos e que depois têm dificuldade em acompanhar os outros. O objectivo é continuar a ter muita gente a fazer regatas sem ninguém andar desmotivado”.

 

Quinta-feira (31 de Julho) Vítor Medeiros vai até à Terceira para dar apoio no caso de surgir alguma dificuldade, mas adianta que não está preocupado, porque “as Comissões de Regata e de Protestos sabem muito bem o que fazem”. E remata: “Temos gente muito competente e com larga experiência”.  

 

“A Atlantis Cup é uma Regata aliciante”

 

Por tudo o que foi referido, este dirigente não tem dúvidas de que esta será “mais uma grande Atlantis, com um número de embarcações significativo para a frota regional”.

Quanto ao facto de poder haver mais inscritos, Vítor Medeiros salienta: “A atracção está feita, mas é muito tempo no mar. Para quem vem de fora fazer a Atlantis connosco, é uma regata diversificada, porque tem Inshore, Offshore, vem de ilha em ilha, tem navegação oceânica e costeira. Constitui um conjunto de experiências aliciante. As pessoas querem vir. É motivante. Só que se coloca a dificuldade de terem de deslocar as embarcações até aos Açores e, nos tempos de hoje, em que a vida profissional tem tantas solicitações, as pessoas não podem ficar tanto tempo fora dos empregos. Por isso é que não vem mais gente. Mas a vontade é vir. Para se alterar o figurino, há que falar com os clubes mas, também, com os proprietários das embarcações, porque sem eles não há Atlantis. Os velejadores é que dão vida à Regata”.

 

“Somos poucos, mas fazemos muito e bem feito”

 

No que diz respeito à organização, “os skippers só podem estar satisfeitos. É evidente que há lapsos, mas esta gente não ganha dinheiro com isto e dá o seu melhor, dentro da vasta experiência que tem. Não sei se há muitas organizações no país, e até mesmo no estrangeiro, a organizar um evento com esta envergadura e este grau de exigência.

Posso garantir que andamos ao nível dos melhores. No ano passado fui propositadamente à Galiza para assistir a umas regatas e com essa aprendizagem poder contribuir para melhorar o que se faz no Faial, e nós não estamos muito longe dos outros. Há, sim, diferenças significativas, mas ao nível do financiamento. Há regiões em que o investimento público é muito grande no que toca às actividades náuticas. No Faial e nos Açores fazemos muito com o que temos. Somos poucos mas fazemos muito e bem feito, o que não é fácil. Somos benevolatos, ou seja, funcionamos como profissionais, mas sem receber dinheiro. Há muita gente nos clubes dos Açores a trabalhar com um grau de competência elevado e por carolice. Se tudo isto fosse pago, já tinha acabado, porque é isto que nos move”.  

 

 

 

 
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