| Atlantis Cup caminha para a internacionalizacao |
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| Escrito por G.I. Clube Naval da Horta | |
| 06-Ago-2008 | |
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Isso ficou provado na cerimónia de Entrega de Prémios, que decorreu na noite de terça-feira, 5 de Agosto, no Fayal Resort Hotel onde, vencidos e vencedores confraternizaram e garantiram que vão continuar a fazer desta a maior e mais disputada Regata de Vela de Cruzeiro nos Açores.
Para o Presidente do Clube Naval da Horta, João Pedro
Garcia, o balanço da Atlantis Cup/2008 é “extremamente positivo”. E sublinha:
“Esta Regata é um excelente veículo de promoção dos Açores, discurso que venho
mantendo desde
No entender deste dirigente “notou-se um nível competitivo muito bom, e a Regata tem potencial de crescimento, o que leva o Clube Naval da Horta a pensar, num futuro muito próximo, na sua internacionalização, sempre contando com as parcerias já estabelecidas, como é o caso da Liberty Seguros, da Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores, do Governo Regional dos Açores e da Câmara Municipal da Horta.
João Pedro Garcia destaca as “boas classificações dos velejadores do Clube Naval da Horta, o que demonstra que as inúmeras Regatas de Cruzeiro que o Clube tem organizado, trazem resultados positivos, constituindo um incentivo para quem está na Direcção e organiza estes eventos, denotando o trabalho que se faz ao longo do ano e que termina com a Regata raínha: a Atlantis Cup”.
O Presidente do Clube Naval da Horta lamenta que “o acompanhamento desta Regata, por parte de alguma Comunicação Social local, não tenha sido o devido”, mas adianta que sabe que “ainda nem todos estão despertos para a cultura náutica”.
Contrastando com este comportamento, o dirigente desta
instituição náutica frisa “a ampla cobertura dada pela Imprensa, escrita e
audiovisial, a nível regional, e até mesmo a nível nacional, nos canais
generalistas, fruto do trabalho de crescimento que o Clube tem vindo a
desenvolver no sentido de tornar a Atlantis Cup num evento à escala internacional”.
“Devem ser pensados percursos
alternativos”
O
Presidente da Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores (ALRAA),
Fernando Menezes, salientou que “a Atlantis Cup tem vindo a consolidar-se,
recebendo em
O Presidente do Parlamento Açoriano referiu que “esta Regata ultimamente ganhou ainda mais expressão e interesse ao integrar-se no Campeonato Regional da Vela de Cruzeiro”. E prosseguiu: “O figurino desta ragata já sofreu algumas alterações, e talvez esteja na altura de se reflectir sobre eventuais percursos. Conheço as dificuldades, sobretudo a disponibilidade de tempo por parte dos participantes, mas pode ser interessante pensarmos todos noutros percursos, ainda que de forma rotativa de ano para ano”.
“A
Atlantis – sustentou - deve procurar a sua internacionalização, e tornar-se num
pólo aglutinador de iatistas de vários países. É preciso trazer gente de
França, de Espanha e de outras nacionalidades, bem como captar aqueles que já
passam por aqui. Esta Regata pode ser um cartaz de divulgação dos Açores. Destaco,
também, este salutar convívio da cerimónia de Entrega de Prémios. Há gente aqui
que veio propositadamente de Lisboa para participar nesta Regata”.
Luís Paulo Morais, “Boreas/Veniziani”:
“A Atlantis é uma grande prova que dá muito gosto fazer”
No que diz respeito à Atlantis Cup, Luís Paulo Morais, do “Boreas/Veniziani”, afirma que a 1ª perna, entre Ponta Delgada e Angra “correu especialmente bem. A tripulação confiou na previsão meteorológica e bateu certo. O “Boreas” ficou em 1º lugar, com cerca de duas horas de distância do segundo classificado”.
Relativamente à 2ª perna, disputada entre Angra do Heroísmo e Horta, este percurso “é sempre muito complicado, porque há três opções de o fazer: Norte de São Jorge, pelo Canal, ou pelo Sul do Pico”.
Com as previsões que este skipper tinha no Canal Pico-São Jorge, “onde há muitas zonas sem vento”, a opção foi vir pelo Norte de São Jorge. Mas a escolha revelou-se “má”, porque o “Boreas” ficou parado “devido à falta de tempo”. Daí, ter-se classificado em 2º lugar.
Quanto ao
Campeonato Regional de Vela de Cruzeiro dos Açores/2008, Luís Paulo Morais
ficou em 1º lugar nas duas Inshore
Na Terceira, este velejador e a sua Tripulação ficou em 1º lugar nas duas Inshores, graças, também, “ao bom vento”.
Já o mesmo não se passou no Faial, “em que as duas Inshore correram mal, por causa da ondulação, e dos saltos de vento, que soprava de forma inconstante”.
Este velejador confessa que “estava à espera de melhores resultados no Faial” mas, no cômputo geral, afirma-se “satisfeito”.
Luís
Paulo Morais, veterano em regatas e habituado a vitórias, deixa um
agradecimento à sua Tripulação, pois “sem ela não teria conseguido estes
resultados. Trata-se de uma muito boa tripulação, que é a mesma de
Caso para dizer: equipa que ganha não se mexe.
O
agradecimento foi extensivo ao patrocinador do “Boreas”: Veniziani.
Para o capitão do “Xcape”, Luís Quintino, “a Atlantis correu mal, por causa de terem sido cometidos dois erros tácticos”.
No que
concerne ao Campeonato Regional, o “Xcape” começou “muito bem”, e das seis
Inshores, ganhou cinco. “O barco está a andar bem e a tripulação é coesa,
maravilhosa e, acima de tudo, gosta do barco e de andar de barco”, revela este
velejador, também catedrático nestas andanças, o qual sustenta: “As Offshore
costumam correr-nos bem. Das 10 regatas feitas, ganhámos 7. Mas o mérito é todo
da Tripulação, que é muito boa”.
CLASSIFICAÇÃO FINAL
Classe ORC 1
1º
“Xekmatt”, de Luís Carlos Prista
2º
“Radical III”, de António Duarte
3º
“Açor”, de João Leal
Class ORC 2
1º
“Aphrodite/Now, de Rui de Mendonça
2º “Wind
I”, de Carlos Parece Araújo
3º
“Xcape”, de Luís Quintino
4º “Ilha
da Ventura”, de Carlos Garcia
5º “Air
Mail”, de Luís Carlos Decq Mota
6º
“Peixe’Agulha, de Carlos de Bulhão Pato
Class ORC 3
1º
“Boreas/Veniziani”, de Luís Paulo Morais
2º
“Mariazinha”, de Manuel Gabriel Nunes
3º
“Harmony”, de Mário Carvalho
4º
“Madrugada”, de André Azad
5º
“Carioca”, de Ed. Guim. Marques
6º
“Celtic Dream”, de João Miguel Reis
7º “Danny
Boy”, de João Mota Vieira
8º “5
Estrelas”, de José Serra
9º
“Morfeu”, de Pedro Miguel Carreiro
CLASSIFICAÇÃO FINAL
OPEN
1º “Mike
Davis”, de Delmar Conde
2º
“Soraya”, de Frederico Soares
3º “Lua”,
de Dino Silva
4º
“Pollux”, de Luís Silveira
5º
“Trillemus”, de Tomás Alberto Azevedo
6º
“Wynsum”, de Jorge Ponte
7º
“Minerva”, de António Silveira
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