Atlantis Cup caminha para a internacionalizacao Imprimir e-mail
Escrito por G.I. Clube Naval da Horta   
06-Ago-2008

Entrega de Premios Atlantis Cup 2008A Atlantis Cup é uma festa e, lado a lado com a competição, reinou o espírito de camaradagem e de convívio entre todos os participantes.

 

Isso ficou provado na cerimónia de Entrega de Prémios, que decorreu na noite de terça-feira, 5 de Agosto, no Fayal Resort Hotel onde, vencidos e vencedores confraternizaram e garantiram que vão continuar a fazer desta a maior e mais disputada Regata de Vela de Cruzeiro nos Açores.

 

Atlantis Cup 2008José Carlos Prista no “Xekmatt” foi o vencedor na Class ORC 1, Rui de Mendonça no “Aphrodite/Now ficou em 1º lugar na Class ORC 2, enquanto que o faialense Luís Paulo Morais foi o campeão da Class ORC 3. Na Class OPEN, “Mike Davis”, de Delmar Conde, ocupou a 1ª posição.

 

Para o Presidente do Clube Naval da Horta, João Pedro Garcia, o balanço da Atlantis Cup/2008 é “extremamente positivo”. E sublinha: “Esta Regata é um excelente veículo de promoção dos Açores, discurso que venho mantendo desde 2005”.

 

No entender deste dirigente “notou-se um nível competitivo muito bom, e a Regata tem potencial de crescimento, o que leva o Clube Naval da Horta a pensar, num futuro muito próximo, na sua internacionalização, sempre contando com as parcerias já estabelecidas, como é o caso da Liberty Seguros, da Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores, do Governo Regional dos Açores e da Câmara Municipal da Horta.

 

João Pedro Garcia destaca as “boas classificações dos velejadores do Clube Naval da Horta, o que demonstra que as inúmeras Regatas de Cruzeiro que o Clube tem organizado, trazem resultados positivos, constituindo um incentivo para quem está na Direcção e organiza estes eventos, denotando o trabalho que se faz ao longo do ano e que termina com a Regata raínha: a Atlantis Cup”.

 

O Presidente do Clube Naval da Horta lamenta que “o acompanhamento desta Regata, por parte de alguma Comunicação Social local, não tenha sido o devido”, mas adianta que sabe que “ainda nem todos estão despertos para a cultura náutica”.

 

Contrastando com este comportamento, o dirigente desta instituição náutica frisa “a ampla cobertura dada pela Imprensa, escrita e audiovisial, a nível regional, e até mesmo a nível nacional, nos canais generalistas, fruto do trabalho de crescimento que o Clube tem vindo a desenvolver no sentido de tornar a Atlantis Cup num evento à escala internacional”.

 

 

“Devem ser pensados percursos alternativos”

 

 

O Presidente da Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores (ALRAA), Fernando Menezes, salientou que “a Atlantis Cup tem vindo a consolidar-se, recebendo em 2001 a designação de Regata da Autonomia, celebrando no mar a Autonomia Democrática Regional”.

 

 

 

O Presidente do Parlamento Açoriano referiu que “esta Regata ultimamente ganhou ainda mais expressão e interesse ao integrar-se no Campeonato Regional da Vela de Cruzeiro”. E prosseguiu: “O figurino desta ragata já sofreu algumas alterações, e talvez esteja na altura de se reflectir sobre eventuais percursos. Conheço as dificuldades, sobretudo a disponibilidade de tempo por parte dos participantes, mas pode ser interessante pensarmos todos noutros percursos, ainda que de forma rotativa de ano para ano”.

 

 

 

“A Atlantis – sustentou - deve procurar a sua internacionalização, e tornar-se num pólo aglutinador de iatistas de vários países. É preciso trazer gente de França, de Espanha e de outras nacionalidades, bem como captar aqueles que já passam por aqui. Esta Regata pode ser um cartaz de divulgação dos Açores. Destaco, também, este salutar convívio da cerimónia de Entrega de Prémios. Há gente aqui que veio propositadamente de Lisboa para participar nesta Regata”.

 

 

 

 

Luís Paulo Morais, “Boreas/Veniziani”: “A Atlantis é uma grande prova que dá muito gosto fazer”Atlantis Cup 2008


 

No que diz respeito à Atlantis Cup, Luís Paulo Morais, do “Boreas/Veniziani”, afirma que a 1ª perna, entre Ponta Delgada e Angra “correu especialmente bem. A tripulação confiou na previsão meteorológica e bateu certo. O “Boreas” ficou em 1º lugar, com cerca de duas horas de distância do segundo classificado”.

 

 

 

Relativamente à 2ª perna, disputada entre Angra do Heroísmo e Horta, este percurso “é sempre muito complicado, porque há três opções de o fazer: Norte de São Jorge, pelo Canal, ou pelo Sul do Pico”.

 

 

 

Com as previsões que este skipper tinha no Canal Pico-São Jorge, “onde há muitas zonas sem vento”, a opção foi vir pelo Norte de São Jorge. Mas a escolha revelou-se  “má”, porque o “Boreas” ficou parado “devido à falta de tempo”. Daí, ter-se classificado em 2º lugar.

 

 

 

Quanto ao Campeonato Regional de Vela de Cruzeiro dos Açores/2008, Luís Paulo Morais ficou em 1º lugar nas duas Inshore em Ponta Delgada, “onde os Campos de Regata eram muito bons”.

 

 

 

Na Terceira, este velejador e a sua Tripulação ficou em 1º lugar nas duas Inshores, graças, também, “ao bom vento”.

 

 

 

Já o mesmo não se passou no Faial, “em que as duas Inshore correram mal, por causa da ondulação, e dos saltos de vento, que soprava de forma inconstante”.

 

 

 

Este velejador confessa que “estava à espera de melhores resultados no Faial” mas, no cômputo geral, afirma-se “satisfeito”.

 

 

 

Luís Paulo Morais, veterano em regatas e habituado a vitórias, deixa um agradecimento à sua Tripulação, pois “sem ela não teria conseguido estes resultados. Trata-se de uma muito boa tripulação, que é a mesma de 2007”.

 

 

 

Caso para dizer: equipa que ganha não se mexe.

 

 

 

O agradecimento foi extensivo ao patrocinador do “Boreas”: Veniziani.

 


Atlantis Cup 2008Luís Quintino, do Xcape”: “Gosto muito desta Regata e tenho uma tripulação coesa, maravilhosa”

 

Para o capitão do “Xcape”, Luís Quintino, “a Atlantis correu mal, por causa de terem sido cometidos dois erros tácticos”.

 

 

 

No que concerne ao Campeonato Regional, o “Xcape” começou “muito bem”, e das seis Inshores, ganhou cinco. “O barco está a andar bem e a tripulação é coesa, maravilhosa e, acima de tudo, gosta do barco e de andar de barco”, revela este velejador, também catedrático nestas andanças, o qual sustenta: “As Offshore costumam correr-nos bem. Das 10 regatas feitas, ganhámos 7. Mas o mérito é todo da Tripulação, que é muito boa”.

 


CLASSIFICAÇÃO FINAL

 

Classe ORC 1

 

1º “Xekmatt”, de Luís Carlos Prista

2º “Radical III”, de António Duarte

3º “Açor”, de João Leal

 

Class ORC 2

 

1º “Aphrodite/Now, de Rui de Mendonça

2º “Wind I”, de Carlos Parece Araújo

3º “Xcape”, de Luís Quintino

4º “Ilha da Ventura”, de Carlos Garcia

5º “Air Mail”, de Luís Carlos Decq Mota

6º “Peixe’Agulha, de Carlos de Bulhão Pato

 

Class ORC 3

 

1º “Boreas/Veniziani”, de Luís Paulo Morais

2º “Mariazinha”, de Manuel Gabriel Nunes

3º “Harmony”, de Mário Carvalho

4º “Madrugada”, de André Azad

5º “Carioca”, de Ed. Guim. Marques

6º “Celtic Dream”, de João Miguel Reis

7º “Danny Boy”, de João Mota Vieira

8º “5 Estrelas”, de José Serra

9º “Morfeu”, de Pedro Miguel Carreiro

 

 

CLASSIFICAÇÃO FINAL

 

OPEN

 

1º “Mike Davis”, de Delmar Conde

2º “Soraya”, de Frederico Soares

3º “Lua”, de Dino Silva

4º “Pollux”, de Luís Silveira

5º “Trillemus”, de Tomás Alberto Azevedo

6º “Wynsum”, de Jorge Ponte

7º “Minerva”, de António Silveira

 

 

 

 

 

 
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