Operário desinspirado averbou a segunda derrota em casa e
não aproveitou os desaires alheios para chegar ao segundo lugar. Faltou alguma
organização ao futebol dos fabris, em parte devido à ausência de Lucas.
Uma exibição esforçada mas um pouco abaixo da qualidade já
evidenciada na época, contribuiu para o desaire sofrido pelo Operário, em casa,
diante do Tourizense, por 0-1. Os forasteiros marcaram quando estavam
decorridos apenas três minutos, de livre directo apontado por André Fontes.
Se o golo surgiu numa fase em que nenhuma das equipas ainda tinha feito algo
para o merecer, com o desenrolar da partida os visitantes mostraram um futebol
apoiado que criou dificuldades várias aos fabris, principalmente ao nível das
rápidas saídas para o ataque.
Os pupilos de Francisco Agatão reagiram à desvantagem mas faltou-lhes quase
sempre algo mais para poderem chegar ao golo. Ou era o último passe que não
saía nas devidas condições, ou o remate não levava a melhor direcção ou, então,
era a defesa continental que conseguia evitar o golo.
Filipe Duarte, aos 15 minutos, desperdiçou uma boa ocasião ao rematar sem
direcção e mais perto do intervalo foi James que viu o guarda-redes contrário
negar-lhe a tentativa de chapéu.
A toada do encontro manteve-se na segunda parte, com o Operário a intensificar
a pressão na busca do empate, explorando o Tourizense o contra-ataque. Foi
neste género de jogada que sobressaiu Serrão que por três vezes negou o golo
certo à equipa de José Nando.
Num rápida saída para o ataque, os forasteiros colocaram dois avançados contra
um defesa, não conseguindo Sílvio nem Traquina desfeitear o guarda-redes
lagoense que com duas boas intervenções manteve viva a esperança. Depois,
Serrão ainda foi ao ângulo evitar que Sílvio marcasse.
Na baliza contrária o perigo também rondava e os lances para penalidade também
que o árbitro deixou passar. James e Amaral estiveram perto do golo mas a
floresta de pernas da defesa forasteira evitou os festejos. O mesmo Amaral foi
travado em falta no interior da área sem que o juiz assinalasse o respectivo
castigo máximo e uma duvidosa mão na bola de Luís Cláudio também já mereceu
sancionamento em circunstâncias diferentes.