| Álcool: pode ser doping? |
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| Escrito por Bruna Rosa | |
| 24-Fev-2008 | |
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Consumir bebidas alcoólicasé um acto social, mas também pode ser considerado um acto individualizado. O álcool é proibido apenas em algumas modalidades eunicamente controlado em competição, através de análises respiratórias ousanguíneas. Os atletas utilizam o álcool devido ao seu efeito desinibidor edepressor. Após a sua ingestão, começa a circular na corrente sanguínea,afectando todo o organismo, em especial o fígado, onde é metabolizado. Bloqueia o funcionamento do sistema nervoso central,provocando um efeito depressor nomeadamente relaxamento, diminuição dacapacidade de reacção e atenção, diminuição da sensibilidade às lesões e menorsensação de cansaço, o que pode ser preocupante, porque o cansaço é ummecanismo a partir do qual o nosso organismo nos avisa de que devemos parar onosso esforço antes de atingir o nosso limite. O álcool não aumenta a forçafísica embora seja muito rico em calorias pois estas nunca são utilizadas pelosmúsculos, mas apenas para processos de metabolismo basal (quantidade de energiaque o corpo necessita para manter a vida do organismo). Portanto, beber álcoolengorda e não dá energia. O consumo de álcool no desporto pode ter consequênciasgraves. Nas fases da embriaguez e da ressaca há um aumento da agressividade euma diminuição da concentração, da capacidade visual, diminuição da capacidadede reacção e descoordenação muscular, podendo originar acidentes mortais emdesportos como o automobilismo. Para além disso, um atleta alcoolizado sentemenos dores e não consegue saber se está a agravar uma possível lesão. Emcompetições realizadas ao frio, podem-se registar casos de hipotermia, já que oálcool origina uma vasodilatação dos pequenos vasos sanguíneos da pele,aumentando a quantidade de sangue (quente) a nível cutâneo e dando por isso asensação de calor. Isto leva à consequente perda significativa de calor. Atleta ou não, um consumidor regular e excessivo debebidas alcoólicas tem sempre pela frente diversos problemas de saúde graves.As ingestões habituais e excessivas de bebidas alcoólicas vão mantendo umaalcoolização permanente do organismo e uma situação de alcoolismo (síndrome dedependência). Desta forma provoca um efeito contínuo sobre todos os órgãos docorpo, que provoca graves alterações, como por exemplo gastrite, úlceras, faltade apetite, vómitos, cirrose hepática (fígado), sintomas neuro-musculares(formigueiros, cãibras, dores e cansaço muscular, tremor das mãos), doençascardiovasculares e do aparelho respiratório, e também alterações mentais epsicológicas como dificuldade de raciocínio, irritabilidade, depressão, etc.Também é verdade que o álcool, se consumido com moderação, poderá terbenefícios para a saúde, nomeadamente na prevenção das doenças dos vasos docoração (cardiovasculares) e da arteriosclerose (espessamento e endurecimentodas artérias). No entanto, para obter este benefício bastará beber cerca de umcopo de vinho por dia (ou mesmo apenas um copo de vinho em dias alternados),não havendo maiores benefícios com maiores ingestões. Por: Bruna Rosa |
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