| Andebol: Discriminaçao na elite do andebol portugues |
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| Escrito por Bras Barbosa | |
| 09-Mar-2008 | |
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O seu nome é Rui Machado, certamente conhecido para os
adeptos ou os mais atentos ao Andebol, é árbitro de elite de andebol, inscrito
na Associação de Andebol de Santa Maria. E acusa a Federação e a Liga Portuguesa
de Andebol de discriminação, por se recusarem em nomeá-lo com base em
motivações económicas.
António Salvador, presidente da
Liga Portuguesa de Andebol, admitiu à Agência Lusa que "critérios de ordem
financeira" são o motivo para que Rui Machado não esteja presente
nos jogos da competição profissional. No entanto, advertiu que "não será a Liga a
suportar os custos da descontinuidade territorial, sem receber um tostão
de dinheiros públicos".
Por sua vez, Luís Santos, presidente da Federação de
Andebol de Portugal, afirma que "critérios de ordem desportiva"
são os verdadeiros motivos para a ausência do árbitro faialense.
Rui Santos, o Director Regional
do Desporto dos Açores, afirma ser estranho "que o árbitro que dirige um ABC-FC Porto
deixe abruptamente de ser nomeado".
Um árbitro como Rui Machado, tendo apitado inúmeros jogos
onde tem participado a nata do andebol português como sejam, ABC, Benfica,
Sporting, Porto e muitos outros, mais recentemente a “Taça Challenge”, as eliminatórias
e respectiva final, disputadas na cidade da Horta, neste momento pondera seriamente
deixar de apitar.
Toda esta confusão tem o seu inicio com um novo procedimento administrativo para apoio às despesas relacionadas com as deslocações aéreas dos árbitros. Nomeadamente a través do Despacho nº SEJD/2007, referente ao Decreto-Lei nº56/2006, de 15 de Março.
Passaria a ser o IDP (Instituto do Desporto de Portugal) a ser o responsável
pelo pagamento das despesas referentes a deslocações aéreas em vez da Direcção Regional do Desporto
dos Açores, que o fazia anteriormente. Ou seja, a Direcção Regional suportava as despesas das
deslocações dos árbitros, recebendo depois a respectiva comparticipação. Esta alteração de procedimento deveria aligeirar
todo o processo, no entanto, o que se sucedeu foi que Rui Machado nunca
mais foi convocado.
Será que a Federação de Andebol de Portugal está
interessada em manter nos seus quadros, árbitros da Região
Autónoma dos Açores?
Para que, Rui Machado, possa
garantir os ”Requisitos Mínimos” de manutenção na categoria de árbitro de
“elite”, que passa por dirigir um número mínimo de jogos por cada dupla, 60
(sessenta) jogos, nas diferentes competições (Campeonatos Nacionais da 1ª
divisão de seniores, juniores e iniciados masculinos), por época, esta situação é no minimo desmotivante.
Se a
questão é financeira, e para quem não sabe, Rui Machado faz parte de uma “dupla
mista” logo a quando das deslocações a Federação de Andebol de Portugal apenas
teria de pagar uma só passagem aérea. Será que 50% das despesas é mais que 100%
para esta Federação?
Este árbitro que ao longo de todo o seu percurso de quase 20
anos, longe de polémicas, longe de situações duvidosas e obscuras, conseguiu
criar uma imagem de isenção, idoneidade e seriedade, no mínimo não merece este
tratamento por parte da Federação de Andebol de Portugal. |
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