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5-Troços-5...5-Pilotos-5 Imprimir e-mail
Escrito por Luis Craveiro   
04-Abr-2008
tac_trocos27sical.jpgSerão cinco as classificativas a percorrer pelas 72 equipas participantes no 27º Rali Sical, a mais antiga prova portuguesa em termos de denominação comercial. Como vem sendo hábito “a UNIÃO” quis saber de viva voz, e da boca dos “artistas” de serviço, como são os troços (todos eles já bem conhecidos…) e a apreciação pessoal que os ditos têm de cada uma das “especiais” delineadas pelo TAC. Escolhemos cinco pilotos locais ao acaso (um deles até com apelido de classificativa…) e registamos as opiniões…

1ªPE-Litoral (3,11 kms) - 6ªfeira, 20h00
Recorde:
Horácio Franco/Francisco Furtado (Mitsubishi Lancer EVO7)
2.42,2 (2004)

Hermano Couto (Subaru Impreza 555-nº18): “Foi o primeiro troço que eu fiz na ilha Terceira, em 1994, daí ser uma classificativa que, de algum modo, acarinho.
É uma super-especial completa, tem zonas rápidas, ganchos e até algumas lombas. Depois altera muito no tipo de piso, tendo asfalto abrasivo, asfalto quase novo e até empedrado, o que o torna único. Penso que toda a gente gosta de disputar a classificativa, mas acrescento que, em caso de chuva ou mesmo do piso estar húmido é terrível, requerendo todos os cuidados e mais alguns. Mas é um troço espectacular”.

2ª/4ªPE-Vila Nova (7,72 kms) - Sábado, 10h00/11h55
Recorde:
Fernando Peres/José Pedro Silva (Mitsubishi Lancer EVO9)
4.28,6 (2007)


Ricardo M. Moura (VW Golf GTI-nº52): “É um troço com partes sinuosas e outras bastante rápidas, de que até gosto, embora não saia nunca beneficiado pelas zonas mais rápidas, já que tenho um carro com uma relação de caixa algo longa, o que torna mais difícil andar naquele percurso. A solução, num troço como a Vila Nova, é acertar muito bem as zonas de travagem, de modo a combater a inércia de um carro pesado como é o nosso Golf, mas que tem uns excelentes travões. Saindo “direitinho” de todas as curvas do troço sei que as coisas correm bem, pelo menos até agora tem sido assim…”.

3ª/5ªPE-Quinhão Grande/Império (9,83 kms) – Sábado, 10h33/12h25
Recorde:
Fernando Peres/José Pedro Silva (Mitsubishi Lancer EVO9)
5.22,4 (2006)


Marco Sousa (Fiat Uno Turbo-nº51): “Tem um início muito rápido, passando depois para uma parte a subir entre muros que é complicada, para depois se chegar ao “famoso” salto, onde convém passar mesmo devagar, não vá a coisa correr mal…Daí até à zona das quatro bicas anda-se muito depressa, dando tudo que o carro tenha (é a fundo, mesmo…!), para uma zona final com algumas curvas e contra-curvas que requerem atenção. Não é um troço difícil, mas “pede” notas muito precisas para que se possa ganhar tempo nas zonas certas”.

5ª/7ªPE-Canadinhas/Guerrilhas (21,08 kms) – Sábado, 15h00/16h52
Recorde:
Ricardo Moura/Sancho Eiró (Mitsubishi Lancer EVO8)
12.54,0 (2007)


Carlos Martins (Nissan Micra-nº36): “O troço começa com uma subida em piso muito bom, passando depois a uma parte muito má com piso muito estragado. Na Catarina Vieira a subida é rápida e com bom piso, seguindo-se a zona a descer que tem piso irregular e algo perigoso. Na Estrada das Doze falta-me motor para andar mais, e depois a descida para o Escampadouro é espectacular, assim como a que se segue a essa parte do troço. Pena são as longas rectas onde o nosso Micra bem se esforça, mas não dá para mais. A parte final tem piso irregular e em mau estado. É um troço agradável de se fazer e onde é preciso não baixar o ritmo, sendo para isso muito importante o papel do navegador, pois são muitos quilómetros e não pode haver distracções. È um troço que gosto bastante de fazer”.

6ª/9ªPE-Fonte Faneca/Veredas (5,52 kms) – Sábado, 15h42/17h35
Recorde:
Fernando Peres/José Pedro Silva (Mitsubishi Lancer EVO9)
2.43,4 (2006)


Marco Veredas (Citroen Saxo Cup-nº20): “É um troço muito bonito, que se inicia com uma subida sempre bastante rápida, para depois se seguir uma zona de trajectórias muito precisas e extremamente rápida. Há partes do troço em que o asfalto parece “desaparecer” debaixo das rodas e se sente o carro a escorregar muito. O “truque” é apanhar o ponto máximo de aderência e depois “jogar” com isso nas curvas. Agora e com um carro já mais potente, consigo tirar muito mesmo da máquina ali. Depois a descida é simplesmente espantosa, alternando as zonas de muito apoio com partes rapidíssimas. É um troço que acho se adapta ao meu tipo de condução, especialmente a descer, onde estão as zonas que prefiro da classificativa, isso para além de ser especial pelo muito público sempre presente”.

 

 

Miguel de Sousa Azevedo - "a UNIÃO"

In http://www.tac.bz

 

 

 
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