| Entrevista a Fernando GARRINCHA Furtado |
|
|
| Escrito por Medeiros Oliveira | |
| 17-Abr-2008 | |
Tirou o curso há 21 anos atrás, porquê só agora é que
aceitou este desafio de ser treinador?
Durante muitos anos a minha vida
profissional não me permitia exercer a carreira de treinador, mas foi sempre o
meu sonho treinar miúdos. Este ano apareceu esta oportunidade dada pelo Sr.
Jorge Machado e pelo Clube Operário Desportivo na pessoa do seu Responsável – Sr. André Branquinho (Coordenador
do Futebol de Formação). Como nunca é tarde para começar aqui estou eu para dar
o meu melhor ao futebol de formação, com
gosto, paixão e ambição.
Qual ou quais os ingredientes necessários para
alcançar tamanho sucesso logo na primeira época como treinador?
Muito trabalho, dedicação, humildade,
espírito de equipa, sacrifício, rigor e muita disciplina. Quando cheguei ao Operário
não conhecia ninguém, apenas o Sr. Jorge
Machado (Director). A nível de jogadores não tinha guarda-redes, defesa central e médio, ou seja
não havia a espinha dorsal de uma equipa, tinha sim, cerca de um mês para disputar a Final da Super
Taça. Foi um mês de muito trabalho para formar a equipa que é hoje. Somos
um grande grupo de amigos, jogadores, equipa técnica e directores. Não posso
deixar de referir também os pais desses miúdos que estiveram sempre presentes, quer chovesse
ou não. A todos eles e ao meus colaboradores – Nuno e Markinho - muito obrigado pelo apoio que me deram e
continuam a dar.
Em termos competitivos, qual o balanço que faz do
campeonato 2007/2008? E quais os seus planos para o futuro?
O balanço que faço desta época que ainda
não acabou, é extremamente positivo, mas
desde o primeiro jogo a nossa filosofia foi ganhar todos os jogos. Que digam os
meus jogadores, sou muito exigente. Trabalhamos toda a semana para pontuarmos
em todos os jogos. Depois de ganharmos a Super Taça, A Taça Henrique Bem-David
e o Campeonato, vamos fazer o nosso melhor
para ver se conseguimos ganhar a Taça de S. Miguel. Assim, seria uma época 100% vitoriosa. Seria uma
aposta ganha pelo meu braço direito – Sr
Jorge Machado, Director do Operário, visto que apostou num treinador
desconhecido e sem provas dadas neste campo.
Quanto ao meu futuro ainda não sei,
costumo dizer que a Deus pertence. De
referir que fui e sou muito bem recebido
na Vila da Lagoa. Sinto-me lá como estivesse em casa.
O Operário é considerado o clube que dá
mais oportunidades aos jovens açorianos. Concorda com esta afirmação? Se o Clube Operário Desportivo aposta na Formação, é com o objectivo de tirar o máximo de jogadores possíveis. Por exemplo, nesta minha equipa espero tirar bons jogadores, têm talento e são trabalhadores, mas precisam de muito trabalho e acima de tudo muita compreensão e estima, pois são muito sensíveis e nível emocional, têm que ser muito apoiados, quer futebolisticamente, quer socialmente.
Tem alguma mensagem que gostasse de
deixar ou existe algum tema que gostasse de falar e que ainda não tivesse sido
abordado?
Acho que o futebol de formação deve ser
muito mais apoiado, quer pelos Clubes quer pela A.F.P.D.. Não aconteceu no Operário, mas assisti a cenas de causar muita
preocupação. Treinadores e Directores a falar com miúdos de uma forma
grosseira, para não dizer outro termo. Os pais devem tentar saber a quem entregam os seus filhos. No Operário
tentamos sempre saber como vão os miúdos na escola, na Catequese e na sua
própria casa, para tentarmos compreender
as atitudes destas crianças. O cansaço dos miúdos é para ter sempre em conta.
Para colmatar este cansaço damos vitaminas, lanches e aconselhamos repouso. Finalmente quero agradecer a todos os pais, amigos e simpatizantes do Operário que nos acompanham nesta luta e nos apadrinham com os mais diversos apoios. Em meu nome e em nome de toda a equipa técnica UM BEM HAJAM.
|
| < Artigo anterior | Artigo seguinte > |
|---|

