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Era preciso o triplo para tanto triplo

Derrota comprometedora (a terceira consecutiva) para o AngraBasket à passagem da 14.ª jornada da Proliga. Sábado, frente à formação do Elétrico FC – que apresenta alguma irregularidade em termos classificativos, apesar de reunir um plantel com atletas de qualidade – os pupilos de João Ávila baquearam por expressivos 75-93, resultado menos mau se olharmos para o desaire do Sangalhos, mas que permite a aproximação do Terceira (esta luta particular promete entusiasmo).
Para além das questões técnicas e táticas, sem esquecer o inquestionável mérito dos forasteiros, o insucesso explica-se por uma constatação que parece óbvia: os terceirenses formam, por esta altura, um conjunto sobre brasas. Numa primeira instância, não foram capazes de dar sequência a uma recuperação bem gizada e, depois, não encontraram argumentos nem controlo emocional para travar a principal (e mais do que decisiva) arma contrária: os triplos.
O Elétrico tem em Tiago Pinto um elemento preponderante. É na base que tudo se começa a decidir e Tiago fá-lo com alguma classe: organiza, assiste (9), controla ritmos e concretiza (21). Merece destaque, igualmente, a experiência de Jorge Afonso e do bem conhecido Anastácio Sami, eficaz na marcação a Dane, enquanto que João Lanzinha foi “reforço” de peso. Os números da segunda-parte refletem uma melhor performance coletiva.
O Angra entrou titubeante, sem criatividade no ataque e pouco esclarecimento na defesa. A saída do desinspirado Pedro Loth alterou radicalmente o cenário a meio do segundo período, com o parcial de 30-22 a proporcionar a reviravolta no marcador (41-39). Tony Murphy “equipou-se à Pinto” e a equipa ganhou velocidade nas transições ofensivas e capacidade para desbloquear a barreira defensiva dos continentais.
No entanto, quando se esperava a mesma bitola para os segundos 20 minutos, tudo voltou à estaca zero, com a agravante do Elétrico estar endiabrado nos lançamentos exteriores. Convenhamos que 17 triplos (em 38) “bota abaixo” qualquer um, mas há aqui, ao mesmo tempo, alguma incompetência da defensiva local, com uma zona que nunca se revelou eficaz no bloqueamento destas tentativas. O terceiro quarto arranca com nove pontos sem resposta por parte dos orientados por Andry Melnychuk, que colocaram a vantagem acima dos 10 pontos.
Rui Monteiro, em desespero de causa, bem tentou remar contra o que se afigurava inevitável, enquanto que Dane Johnson, apesar de pouco concretizador (Sami tem responsabilidades diretas), foi o MVP da partida, reinando nos ressaltos. No próximo dia 20, o encontro da 15.ª ronda frente ao Sangalhos ganha importância redobrada para o AngraBasket.
Nota elevada para a dupla de arbitragem.

Pavilhão Municipal de Angra do Heroísmo.

Árbitros: Bruno Almeida e Pedro Cunha.

ANGRABASKET

Carlos Dias (7)

Pedro Loth (10)

Rui Monteiro (22)

Dane Johnson (14)

Tony Murphy (17)

Jogaram ainda: David Tavares (5) e Flávio Gomes.

Suplentes não utilizados: Pedro Magalhães, Diogo Câmara, Hugo Pola, Libânio Massinga e Luís Costa.

Treinador: João Ávila.

ELÉTRICO FC

Danilson Vieira (2)

Tiago Pinto (21)

Jorge Afonso (15)

Anastácio Sami (25)

Aylton Medeiros (7)

Jogaram ainda: Diogo Leiria (3), João Lanzinha (16), Paulo Raminhos (2), João Pinto e Pedro Afonso (2).

Suplente não utilizado: Filipe Delgado.

Treinador: Andry Melnychuk.

1º Período: 11-17. | 2º Período: 30-22.

PRIMEIRA-PARTE: 41-39.

3º Período: 20-28. | 4º Período: 14-26.

SEGUNDA-PARTE: 34-54.

RESULTADO FINAL: 75-93.

 

 

Fonte: Diário Insular



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