Tal como indicam os parciais, a Fonte não encontrou dificuldades para superar os homens da “Pérola” do Atlântico. As expectativas de se assistir a um renhido jogo eram muitas, até porque o Marítimo tinha obrigado o SL Benfica a "horas extras" para sair vitorioso do Funchal na semana passada.
Só que, e mesmo sem o seu melhor seis base, a Fonte despachou com relativa facilidade o vizinho insular. Homens como o oposto José Vieira ou o atacante Maurício Silva, que tão boa conta de si deram frente aos encarnados, foram autenticamente anulados pelo ativo bloco açoriano onde Guilherme "Parede" Sousa e Rui Santos estiveram em destaque e, quando não eram estas torres, ou era Manuel Silva, ou Fabiano Sousa ou ainda Ricardo Alvar a fazer valer o bom bloco anfitrião.
A Fonte do Bastardo apresentou novidades no seis base (Rodolpho nem foi utilizado, Caique e Lafit jogaram pouco tempo...), mas mesmo assim jogou o suficiente para vencer nas calmas.
Com um poderoso serviço os homens da casa puseram a débil receção insular em apuros e, apesar do intenso frio, houve jogadores como Hélder Vasconcelos ou o líbero Nélio Mendonça que não se podem queixar da temperatura, pois Manuel Silva mostrou o seu altruísmo aquecendo as mãos dos referidos atletas cada vez que servia...
Miguel Menezes também quis mostrar a boa hospitalidade terceirense e a espaços (como no final do primeiro parcial) mostrou que a retaguarda madeirense podia contar com ele no calefação das mãos, tal era a violência e pontaria que empregava em cada serviço. A receção dos visitantes estava a meter água, quando a abundante chuva que caía lá fora também quis entrar no espetáculo, e começaram a cair pingos de chuva numa das laterais do retângulo de jogo.
Por causa desse imprevisto o jogo esteve interrompido duas vezes (quase 16 minutos no total), mas nem assim o rumo dos acontecimentos se alterou, apesar de o Marítimo ter mudado de distribuidor para tentar dar a volta por cima.
Por aquilo que jogou, tanto a atacar como a defender, não estaremos errados se mencionarmos que Manuel Silva foi o melhor em campo, mas no lado oposto Ricardo Alvar esteve muito bem, isto, sobretudo, se tivermos em conta que pouco tem jogado desde a chegada do buliçoso Rodolpho (que neste jogo esteve de fora por lesão no pulso esquerdo).
Temos certeza que se cada jogo de voleibol tivesse nove parciais, o Marítimo no passado sábado teria perdido por 9-0, tal era a calamidade que se via na receção da Madeira.
Na Fonte, o bloco esteve muito seguro como já referimos, e o serviço funcionou muito bem, impossibilitando quase sempre os madeirenses de planearem a preceito os ataques. Destacamos também a boa prestação de João Coelho que fez defesas e receções de grande qualidade, mostrando o porquê de ser um dos melhores líberos da liga A1.
Enfim, foi uma exibição agradável e convincente da Fonte, numa tarde chuvosa, onde se saúdam os regressos de Lafit e Caique que irão ser seguramente muito úteis para os disputadíssimos play-offs que começam dia 20 de fevereiro com o Castêlo da Maia.
(Os textos desta página foram escritos ao abrigo do novo Acordo Ortográfico).
FICHA DO JOGO
Complexo Desportivo Vitorino Nemésio.
Árbitros: Jaime Eloy (AVIT) e Hélio Ormonde (AVSM).
FONTE DO BASTARDO
Fabiano
Ruca
Guilherme Souza
Manuel Silva
Miguel
Ricardo Alvar
João Coelho (líbero)
Suplentes: Frá, Caíque, Rodolpho e Luís Coelho.
Treinador: Luís Resende.
MARÍTIMO
Hugo Faria
Maurício Silva
Pedro Mendes
J. Vasconcelos
José Vieira
Hélder Vasconcelos
Nélio Mendonça (líbero)
Suplentes: Caldas, André Werner e Jorge Morais.
Treinador: Vagner Aragão.
Marcador por sets: 25/15, 25/15, 25/17.
Fonte: Diário Insular